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Este blog tem o objetivo de fornecer material sobre o emprego da Língua Portuguesa, bem como atentar para o seu uso literário. Constitui-se em importante material para aqueles que buscam se preparar para concursos públicos e Vestibulares

sábado, 1 de setembro de 2012

LITERATURA - CARACTERÍSTICAS - CLACISSISMO



» Imitação dos autores greco-latino: como exemplo: Homero, Aristóteles, que eram gregos; Cícero, Virgílio, Horácio que eram latinos.

Um exemplo da influência desses autores pode ser vista em um trecho do poema de Camões,abaixo :

“As armas e os barões assinalados
Que, da Ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Traprobana,

(Camões, Os lusíadas)

»Preocupação com a forma: Rígida exigência quanto a métrica e a rima dos poemas; acentuada preocupação com a correção gramatical, principalmente com a clareza na expressão do pensamento,  a sobriedade e a lógica; preocupa-se com a observância das distinções ou diferenças entre os gêneros literários.

» Construção frasal :ocorre a inversão dos termos na oração e de outras no mesmo período, isto devido a influência latina.

» Utilização da mitologia greco-latina: para dar um efeito mais artístico, porque os personagens mitológicos simbolizam ações, demonstram sentimentos e atitudes humanas.

» Universalidade e impessoalidade: ampla preocupação com as verdades eternas e universais, não levando em conta opiniões particulares e  o pessoal, não se tem opinião do autor.

» Temas de interesse da época: como os descobrimentos e as expansões marítimas.

» Idealismo: A arte clássica  era naturalista e objetiva; a realidade era idealizada pelo artista. A mulher amada era descrita como  um ser celestial, igual aos anjos; a natureza era vista como uma região paradisíaca, onde a paz e a harmonia de bosques e florestas eram mostradas.

NOVA ORTOGRAFIA - TREMA


ACENTUAÇÃO – NOVA ORTOGRAFIA

Trema
Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui.

Como era                 Como fica:
agüentar                   aguentar
argüir                        arguir
bilíngüe                     bilíngue
cinqüenta                 cinquenta
delinqüente              delinquente
eloqüente                 eloquente
ensangüentado       ensanguentado
eqüestre                    equestre
freqüente                  frequente
lingüeta                     lingueta
lingüiça                     linguiça
qüinqüênio              quinquênio
sagüi                         sagui
seqüência                sequência
seqüestro                  sequestro
tranqüilo                   tranqüilo

Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas.

Exemplos: Müller, mülleriano.

MÉTRICA


Métrica: É o número de sílabas poéticas de um verso.

Na contagem das sílabas métricas (escansão), observam-se, geralmente, as seguintes normas:

• A leitura de um verso deve ser caracterizada pelo ritmo;

• Faz-se a contagem de sílabas até a sílaba tônica da última palavra;

• Acomodar as sílabas seguindo a entonação. Elisão = supressão de sons ou a sinalefa = acomodação de vários sons a uma única sílaba métrica.

• Os ditongos, em geral, equivalem a apenas uma sílaba métrica;

• Normalmente, quando uma palavra termina em vogal e a outra começa por vogal, unem-se esses fonemas numa única sílaba 
métrica.

Exemplos:

"Ouviram do Ipiranga as margens plácidas"

Ou – vi – ram – do – I – pi – ran – ga – as – mar – gens – plá – ci
– das = 14 sílabas gramaticais

Ou – vi – ram – doI – pi – ran – gaAs – mar – gens – plá = 
10 sílabas poéticas


"De um povo heróico o brado retumbante"

De – um – po – vo – he – rói – co – o - bra – do – re – tum – ban –
te = 14 sílabas gramaticais

Deum – po – vohe – rói – coo- bra – do – re – tum – ban = 10 sil.
Poéticas

Tais versos são “decassilábicos” = 10 sílabas poéticas


PALAVRAS HOMÔNIMAS E PARÔNIMOS


Palavras homônimas e parônimas

      Homônimas: são aquelas que possuem grafia ou pronúncia igual. Exemplos: seção (divisão), cessão (ato de ceder), sessão (reunião, assembléia).

      Parônimas: são aquelas que possuem gra-fia e pronúncia parecidas.

      Exemplos: comprimento (extensão), cumprimento (saudação).

      Algumas palavras homônimas e parônimas mais usadas:

      absolver: inocentar, perdoar
      absorver: sorver, consumir, esgotar.

      acender: pôr fogo, alumiar
      ascender: subir

      acidente: acontecimento casual
      incidente: episódio, aventura

      apreçar: perguntar preço, dar preço
      apressar: antecipar, abreviar

      aprender: tomar conhecimento
      apreender: apropriar-se, assimilar mentalmente
      
      acento: tom de voz, sinal gráfico
      assento: lugar de sentar-se

      acerca de: sobre, a respeito de
      cerca de: aproximadamente
      há cerca de: faz aproximadamente

      acostumar: contrair hábito
      costumar: ter por hábito

      afim de: semelhante a, parente de
      a fim de: para, com a finalidade de 

COESÃO E COERÊNCIA ( 1 )


            Coerência:

Produzimos textos porque pretendemos informar, divertir, explicar, convencer, discordar, ordenar, ou seja, o texto é uma unidade de significado produzida sempre com uma determinada intenção. Assim como a frase não é uma simples sucessão de palavras, o texto também não é uma simples sucessão de frases, mas um todo organizado capaz de estabelecer contato com nossos interlocutores, influindo sobre eles. Quando isso ocorre, temos um texto em que há coerência.
A coerência é resultante da não - contradição entre os diversos segmentos textuais que devem estar encadeados logicamente. Cada segmento textual é pressuposto do segmento seguinte, que por sua vez será pressuposto para o que lhe estender, formando assim uma cadeia em que todos eles estejam concatenados harmonicamente. Quando há quebra nessa concatenação, ou quando um segmento atual está em contradição com um anterior, perde-se a coerência textual.
A coerência é também resultante da adequação do que se diz ao contexto extra verbal, ou seja, àquilo o que o texto faz referência, que precisa ser conhecido pelo receptor.
Ao ler uma frase como "No verão passado, quando estivemos na capital do Ceará Fortaleza, não pudemos aproveitar a praia, pois o frio era tanto que chegou a nevar", percebemos que ela é incoerente em decorrência da incompatibilidade entre um conhecimento prévio que temos da realizada com o que se relata. Sabemos que, considerando uma realidade "normal", em Fortaleza não neva (ainda mais no verão!).
Claro que, inserido numa narrativa ficcional fantástica, o exemplo acima poderia fazer sentido, dando coerência ao texto - nesse caso, o contexto seria a "anormalidade" e prevaleceria a coerência interna da narrativa.
No caso de apresentar uma inadequação entre o que informa e a realidade "normal" pré-conhecida, para guardar a coerência o texto deve apresentar elementos lingüísticos instruindo o receptor acerca dessa anormalidade.
Uma afirmação como "Foi um verdadeiro milagre! O menino caiu do décimo andar e não sofreu nenhum arranhão." é coerente, na medida que a frase inicial ("Foi um verdadeiro milagre") instrui o leitor para a anormalidade do fato narrado.